|
__________________________________________******________________________________________
Na
verdade o Brasil foi descoberto
por causa de uma revolução, que começou uns 300
anos antes de "Cabral".
Teve como protagonistas centrais comerciantes, artesãos e banqueiros.
Suas sedes foram os pequenos núcleos urbanos que, por sua posição
estratégica, puderam sobreviver à estagnação
econômica da Idade média.
O sistema feudal, predominantemente rural, tinha tirado das cidades
a função de núcleos comerciais. A Europa Cristã
era
dividida em pequenos territórios. Esses territórios,
os feudos, eram governados por senhores que detinham o poder
militar. Apenas os nobres feudais, podiam utilizar armas.
Os senhores feudais cobravam impostos, cunhavam moedas, chefiavam seus
exércitos particulares e exerciam a justiça,
se alguém era culpado ou não de algum crime.
Éram chamadas monarquias cristã européias,
que durante a idade média
perdurou de 476 - 1453, foi a centralização
do
poder nas mãos dos reis cristãos da Europa e o surgimentodo
Estado moderno.Durante dois séculos
da idade média, a
europa Feudal se expandiu, novas terras foram desbravadas e colonizadas,
a população cresceu, tornou-se necessário
aumentar a produção de alimentos. As fronteiras foram
ampliadas e a mais importante foi a fronteira interna: pantanos,
brejos e florestas foram ocupados.
Então o comércio entre cidades quase que não existia,
e cada feudo produzia o que pecisava para a subsistência
de seus habitantes.
Quanto a éssa revolução do comercio, Portugal
e Espanha não participavam, e como poderiam expandir-se ante
a muralha representada de um lado pela liga Hanseática e de outro
pelas ligas Italianas?
E quando os Turcos tomaram Constantinopla, em 1453, o bloqueio ficou
completo.
Mas Veneza, amalfi, Genova e Nápoles puderam continuar,
pela via marítima, o processo de trocas, principalmente com a
antiga capital do Império Romano do Oriente, Bizâncio,
então chamada de Constantinopla e onde comerciar não
era atividade
vista com maus olhos como no Ocidente.
Formaram-se então dois eixos: no sul da Europa os italianos
monopolizavam o comércio com o Oriente e traziam especíarias
importantes, assim como o cravo, gengibre, noz-moscada, pimenta, etc..
Na Europa central e setentrional, mandava a liga Hanseática
- associação econômica e política das cidades
do norte da
Alemanha, rainha dos mares norte-europeus, desde o século XIII.
O crescimento das cidades com o comércio reforçou
a importância do comercio e também a importância
das cidades do norte
da Itália, de onde partiam caravanas de mercadores rumo à
Europa Central, chegando ao Mar do Norte e ao Báltico, onde outras
cidades, geralmente portuárias, se encarregavam de distribuir
os produtos recebidos.
Os comerciantes das cidades (burgos) européias,
enriqueceram graças às cruzadas contra os "infiéis"
mulculmanos, que intensificaram o comércio com o Oriente.
A riqueza gerada pela burguesia foi papel desícivo
na luta entre feudais e a monarquia.
Então a burguesia se aliou à monarquia contra os
senhores feudais.
Como resultado do surgimento do Estado moderno
que uma das principais características dos tempos modernos
(1453-1789) foi a centralização do poder, nas
mãos dos reis cristãos da Europa e o
surgimento do Estado moderno, com a figura do rei,
os poderes que antes pertenciam aos senhores feudais.
O Rei cobrava impostos, mantinha exércitos permanentes,
administrava a justiça e cunhava a moeda.
As inovações na arte da guerra com a utilização
do canhão e de armas de fogo, exigiam exércitos mais bem
treinados e diciplinados que os de cavalheiros medievais e estes nãotinham
como pagar os custos da guerra.
Para Portugal e Espanha, poderem expandir-se no comércio
só havia uma saida: contornar os obstáculos, descobrindo
novos caminhos para o Oriente e fixando novos centros de comércio.Isso
levaria a uma baixa do preço das especíarias no mercado
europeu e a peninsula ibérica. Poderia por fim entrar na dança
das relações comerciais, em passo de igualdade. É
o que acabou acontecendo e é ai por diante que o Brasil entra
na hístória.
Portugal tinha até uma situação previlegiada
com um território pequeno debruçado sobre o Atlantico,
indicando como se fora de propósito, um destino marítimo
à nação portuguesa.
Mas havia problemas políticos internos a serem resolvidos,
ou seja, sessar a constante luta contra Castela. O reino de Portugal,
conquistou sua independência de Castela em 1140.
Em 1385, João de Avis assumiu o trono português
com o apoio da burguesia comercial de Lisboa e a dinastia de Avís,
assegura por fim a independência.
Os reis de Castela tentaram impedir, mas foram derrotados na batalha
de Aljubarrota.
Portugal tornava-se definitivamente independente.
Expanção Atlantica
(motivos)
Na época havia uma nessecidade de alimentar uma população
cada vez maior que vinha se expandindo com a Europa Feudal.
Outro motivo é que com a expanção comercial
do final da idade média, estimuladas pelos cruzadas, exigia
metais preciosos, como meio de troca, assim como o ouro e prata, os
europeus haviam retomado as trocas comerciais com os reinos
mulçulmanos, do Oriente Médio.
A partir desse momento da independêcia, os reis portugueses,
selaram uma aliança com a Inglaterra, voltaram as costas para
o continente e se lançaram à conquista dos mares.
Os cinco filhos de D. João I, principalmente o infante D. Henrique,
o navegador, transformaram portugal na principal potência marítima
da Europa na época.
Em 1415, a ocupação Portuguesa da Praça
de Celta, no norte da Africa, visava controlar o fluxo, do ouro proviniente
da Africa
Central.
Houve também descoberta de minas de prata na Europa Central,
que também contribuiram para aumentar a quantidade de moedas
que circulavam, nos pricipais centros comerciais, da Europa Cristã.
Em 1431 surgem expedições portuguesas nas ilhas
dos açores, descobertas um século antes.
Em 1434 é transposto o cabo Não (ou Bojador),
ponto importante da costa africana.
No reinado de D.João II em 1481, é que iriam começar
as grandes saidas marítimas.
Possuindo agora então razoável técnica de navegação
e sabendo usar a caravela, que permitia navegar até contra
o vento, os potugueses, passam a explorar a costa ocidental da Africa.
Seus objetivos éram o ouro e escravos.
Sob o comando de Bartolomeu Dias, chegam até o ponto extremo
do continente africano.
Contornando o cabo das tormentas, que o rei o batiza a propósito
de Boa Esperança.
Daí às Indias, pela rota marítima é
quase um pulo. Tanto foi que em 1498, Vasco da Gama chega a Calecute.
Os descobrimentos do fim do século XV e início
do XVI, ampliaram espaço geográfico dos Europeus e
povos que se desconheciam, entraram em contato.
(A história do Brasil, está intimamente vinculada,
aos acontecimentos, que marcaram o inicío dos tempos modernos.)
O capitalismo comercial da Europa, aproveitou a expanção
ultramarina e troxe para a Europa, novos produtos e oportunidades
de investimentos. Os estados nacionais se fortaleceram ainda mais,
com a formação de impérios coloniais ultramarinos
e
visava aumentar a recadação de impostos da Coroa e enriquecer
as monarquias nacionais.
Mas as mudanças, não aconteceram da noite para o dia.
A modernidade não atingiu a todos os países da Europa
ao mesmo tempo.
A maior parte da população dos reinos cristãos
europeus, ficou às margens das inovações.
A maior parte de seus habitantes continuou morando no campo.
Os novos tempos troxeram a intolerância e a persiguição
dos defensores das doutrinas religiosas da reforma e filosófica
do renascimento.
Houve a degradação das populações submetidas
pelo poder militar europeu, sobretudo nos impérios coloniais
as americanas e africanas.
Os povos da África e da América, foram os primeiros
a serem submetidos pelos europeuse suas armas de fogo.
Em nome do comércio e do lucro, populações de africanos
foram escravizadas e milhões de habitantes americanos, foram
dizimados nas minas e plantações do "Novo Mundo".
(Muitas das contradições que vivemos atualmente, são
frutos desse momento histórico.) A
mentalidade dos povos na época da expanção.
As vêzes se torna dificil de imaginar como éram
as cidades e suas localizações, o meio de
transporte, o comércio, e o modo
de ser e pensar das pessoas na época, pois vivemos hoje tão
diferente da época, assim como na educação e cultura
e as
cidades que nem se comparam com as da época. Mas basta imaginar
uma selva sem fim, com uma pequena cidade aqui e
outra ali, e aos redores trabalhadores do campo, com caminhos entre
a floresta que levavam a outras cidades, com grandes caminhadas as vêses
de dias e pequenas cidades nas encostas do mar um havia pequeno porto
estimulado ao comércio.
(Hoje jamais teriamos a coragem de escravizar alguém, mas
muitas das coisas erradas que vimos, entendemos que os
povos de hoje, não tem culpa dos acontecimentos passados, assim
como o que aconteceu aos negros, indios e povos
de diferentes nacionalidade, que sofreram com a guerra passada). (Equipe
do Site)
A religiosidade estava no ar que respiravam os homens do século
XVI. O medo as crendices, a supertição, a religiosidade
excessiva faziam parte dos homens dos descobrimentos.
Tinham uma visão ao mesmo tempo mística e pagã,
religiosa e profana.
Seu mundo éra movido, pelas forças ocultas, com forças
benéficas e malígnas, entre Deus e o demonio. Suas vidas
éram bem definidas por essas forças. Pensavam eles
- O poder humano provinha de Deus, e a discussão sobre esse ponto
provocou enormes conflitos durante a reforma e a contra-reforma.
A moderna ciência da natureza, caminhava devagar e seus
adpetos éram perseguidos pela inquisição.
A razão e o espírito
crítico eram exceções.
Os "milagres" explicavam quase tudo, eram citados a propósito
de tudo : Os livros e folhetos populares, falavam dos sinais celestes,
de acontecimentos notáveis e de animais terríveis.
A Europa saia da idade média, de seus feudos e castelos
fechados e descobria um novo mundo, imenso, complexo, com outros valores
e modo de vida. Fruto dessa ignorância, eram
os livros e lendas com animais horrendos - Os bestiários
- que povoavam os mares e as terras desconhecidas -
O Brasil seria uma dessas regiões povoadas por seres humanos
sem cabeça ou com um só enorme pé.
Também havia a idéia de uma terra de Santa cruz
dominada pelo diabo, provinda ao lado da visão do paraíso,
da Nova Canaã, do jardim do Éden, do Eldorado. Já
na antiguidade os egípcios e grecos, ensinavam que a Terra
era redonda, que existiam
ilhas e terras ainda desconhecida.
Durante a idade média essas teorias foram esquecidas,
dando lugar a lendas fantásticas sobre o desconhecido. Acreditava-se
que a Terra era plana, que os mares era ferventes habitados por
serpentes dragões gigantescos e monstros terriveis. No inicio
da idade moderna, os Europeus começaram a procurar uma rota
que os levasse diretamente ao Oriente e assim os comerciantes procuravam
evitar os intermediários árabes e turcos que encareciam
o preço dos produtos orientais.
Os portugueses foram os primeiros Europeus a se aventurar rumo ao
desconhecido, em busca da rota que os levaria ao oriente. Nessas
expedições os portugueses contavam com o conhecimento
técnico de navegar, assim como os portulanos, bússolas
e caravelas. (Os portulanos éram uma espécie de roteiro
que os navegadores descreviam os pormenores das costas marítimas,
que frequentavam ou descobriam) Com esses recursos os europeus
conheceram todo o planeta que é um dos acontecimentos mais importantes
de nossa hístória.
A partir desse momento a história da Europa se confundiu, com
a hístória do mundo.
Cronologia: Em 1415 - ocupação portuguesa da Praça
de Ceuta, no norte da Africa.
1418 - Bartolomeu Perestrello (sogro de Colombo), descobre as ilhas
de Porto Santo.
1419 - No sul de Portugal, o infante Dom Henrique de Avis, funda a escola
de Sagres, primeiro centro de pesquisas marítimas e cartográficas
do mundo.
1420 - Navegadores portugueses chegam até a ilha da Madeira.
1431 - Portugueses chegaram ao arquipélogo dos Açores.
1450 - Nascimento de Cristovão Colombo.
1453 - Tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos.
1488 - Bartolomeu Dias contorna o cabo das Tormentas, rebatizado de
cabo da Boa Esperança, no extremo sul do continente africano.
1492 - Cristovão Colombo aporta em várias ilhas do mar
de Caribe (pensando que havia alcançado as Índias, navegando
ao oeste) 1494 - Assinatura do Tratado de Tordesilhas entre Portugal
e Castela (Espanha).
1498 - Vasco da Gama chega à Índia.
1500 - Armada de Pedro Álvares Cabral, que partiu rumo à
Índia, avista a terra de Santa Cruz.
1521 - O conquistador espanhol Hernán Cortés, submete
o império asteca, sobre as ruinas de tenochtitlan, constroi a
cidade do México, capital do vice reinado de Nova Espanha.
1535 - Francisco Pizarro, submete o ímpério Inca e funda
a cidade de Lima, capital do vice-reinado do Peru.
Descobrimento espanhois: A Espanha se preocupava mais em expulsar
os Mouros de Granada e estender seus interesses em Nápoles e
Milão e sem contar com a experiência nautica de Portugal,
tornou-se dona de imenso império ultramarino, graças a
ousadia e perseverança de Cristovão Colombo Nascido e
Genova por volta de 1450, Cristovão Colombo se estabeleceu em
Portugal e casou-se com a filha de Batolomeu perestrello e se instalou
na ilha da madeira, onde entrou em contato com a ortografia e navegadores
portugueses.
A partir de então acreditou-se que seria possivel chegar ás
Índias navegando rumo ao poente. Depois de apresentar seu plano
a várias cortes, recebeu o apoio de Isabel de Castela, que o
nomeou de "grande almirante de Castel" e "vice rei de
todas as terras que descobrisse". Em 1492, Colombo zarpou de porto
de Palos, no sul da Espanha com três caravelas : Santa Maria,
Pinta e Nina.
Em 12 de Outubro depois de navegar muito ao rumo do desconhecido, Colombo
acreditou ter chegado às Índias.
A noticia se espalhou por toda a Europa e Colombo recebeu auxilio da
rainha Isabel para retornar às ilhas descobertas. Colombo realizou
mais três viagens: em 1493, 1498 e 1502 .
Na ultima viagem atingiu as costas da Colombia e da Venezuela, morreu
em Valladolid (espanha) em 1506, certo de
que havia descoberto um novo caminho para o Oriente. Tratado de tordesilhas:
Antes da viagem de Cristovão Colombo, as coroas de Castela
e Portugal discutiam quem tinha o direito sobre os territórios
e as ilhas llhas descobertas no Atlântico.
Em 1454 o Papa Nicolau V, reconheceu que Portugal tinha o direito exclusivo,
de explorar e comerciar na costa ocidental da Africa. Dois anos após,
o Papa Calisto III confirmava esses previlégios à coroa
de Portugal.
Mas em 1475, a rainha Isabel I de Castela, manifestou o desejo de participar
também desse comércio. O rei João II de Portugal
não concordou com isso. Iniciaram-se negociações
para resolver a disputa. Essas negociações termiram com
a assinatura do "tratado de tordesilhas". Após
a primeira viagem de Colombo, Portugal ameaçou enviar uma
frota naval às terras descobertas pelo genovês.
A Espanha então propôs que os dois reinos, descutissem
um acordo sobre as terras a descobrir. O Papa Alexandre I , árbitro
dessa disputa, fixou o limite de Portugal e Espanha, assinado em
1494. O acordo determinou também que os habitantes das
terras descobertas se tornassem fiéis servidores de Deus.
Foi nesse sentido que a conquista dos habitantes americanos assumiu
uma nova cruzada contra os pagãos.
A unificação dos dois impérios sob a coroa espanhola,
perdurou até 1640. 
Obs:
pela indicação acima em cores está os impérios
coloniais da Espanha e Portugal, que foi
até 1580.
(em laranja pertence a
Espanha e em verde a Portugal).
Seis
anos depois de assinado o tratado, a esquadra de Cabral chegava às
costas do Brasil.
Alguns estudiosos, afirmam que o rei de Portugal, sabia da existência
das terras do ocidente.
Cabral éra o capitão-mor da esquadra, seu posto éra
militar, nada tinha com a navegação, cujo comando estava
entregue a pilotos
e mestres.
A esquadra éra composta de treze navios e a segunda pessoa
de importância éra "Sancho Tovar".
Mas havia pessoas importantes em cada navio, fidalgos e alguns já
famosos, como Bartolomeu Dias que dobrou o Cabo da Boa das Tormentas,
dezesseis religiosos, dirigido pelo superior franciscano " Frei Henrique
de Coimbra", funcionários de várias categorias e entre
eles o escrivão "Pero Vaz de Caminha" e também
um cientista e físico "Mestre João" especialista
em sol, lua, estrelas e assuntos astrônomicos.A frota partiu de
Lisboa em Março de 1500 e o ponto de partida se deu na torre de
Belem.
Seu destino conhecido seria "Calecute" nas Indias e aí
é que começa as dúvidas: Será que atrás
do objetivo oficial da viagem, não havia outro secreto? pois o
objetivo éra a de consolidar a influência da coroa de D.
manuel, através da missão diplomatica
e sem dúvida também militar.
O fato é que a rota foi desviada "para evitar as calmarias"
que impediriam a viagem, como dito num documento. Ou de propósito
para chegar às novas terras?Enfim a verdade é que a frota
tomou rumo a sudoeste, para longe da costa africana.Conforme carta de
Pero Vaz de caminha (isso pode ser) após alguns dias de viagem,
sem haver tempo forte, "perde-se a caravela de Vasco de Ataíde".
Procuraram por dois dias e nada, e cabral decide prosseguir por aquele
longo mar afóra.
A data oficial é 22 de Abril de 1500. Os portugueses não
confundiram como Colombo, o novo continente com as Indias. Imaginavam
tratar-se da ilha "Brasil", que aparecia nos mapas herdados
da idade média.
Mas a fortes indícios, de que os portugueses haviam estado no Brasil
em 1498, numa expedição que participou, o nobre navegador
e Diplomata, Duarte Pacheco Pereira.
(ele participou na esquadra de Pedro Alvares Cabral, em 1500) .Em qualquer
hipótese, já havia portugueses no litoral brasileiro, como
o famoso "bacharel de cananéia" e talves João
Ramalho com sua família indigena.
E então assim se conta a história, que no ano de 1500, a
armada de Pedro Alvares Cabral que partira de Portugal rumo à India,
avistou a ilha de Vera Cruz.
Posteriormente, verificaram que a ilha éra um continente, que chamaram
de Terra de Santa Cruz.
No dia 22 de Abril, os marinheiros avistaram um monte e como éra
dia de Páscoa, deram o nome de "Monte de Pascoal".
No dia 23 de Abril, a esquadra se aproximou da costa e alguns marinheiros
desembarcaram.
No dia seguinte, a esquadra lançou ancora num local e chamaram
de "Porto Seguro".
Cabral deu ordem de reunir todo mundo, e combinou com seus capitães
qual seria a melhor forma de pôr os pés no território
novo.
O primeiro que desceu à terra, foi o capitão "Nicolau
Coelho" e havia habitantes a espera-lo.
Eram os indigenas, e não houve luta; a amizade marcou o primeiro
contato, houve troca de brindes.
Tudo ficou por isso mesmo e como o mar estava encrespado a expedição
foi buscar outra pousada.
No dia vinte e quatro, a frota começou a seguir, mais para o norte,
em busca de lugar mais protegido e onde fosse possivel arranjar agua e
lenha.
Abrigados dias depois num porto bom e seguro, retornaram os contatos culturais
com os indigenas.
E através do piloto "Afonso Lopes", mesmo sem saber a
lingua dos indigenas, consegue fazer contato com os indios e dois deles
sobem a bordo.
O espanto é recíproco, os europeus ficam boquiabertos de
verem os indigenas com os labios inferiores perfurados por um osso e os
indigenas ficam espantados ao se defrontarem com cabral sentado como bom
fidalgo e com um colar no peito de ouro
e também com uma galiha e não se comportaram muito bem,
pois segundo a regra de etiqueta ocidental, provaram da comida e o vinho
e jogaram fora.
Com gestos se conversavam e deram a entender, que existe ouro e prata
no continente.
A existência de ouro seria um bom pretexto para continuar os contatos
com os indigenas.
(bibliografia de: Carlos Guilherme Mota e Adriana Lopes, com alguns testos
retirados
da enciclopédia "Editora Abril" "Conhecer"
Volume II )
Clic
aquí p/ seguir a história
Página principal
|